Sinto a necessidade de explicar que eu realmente não gosto de política e não costumo me preocupar com esse tipo de assunto, gasto meu tempo com outras coisas inúteis.
Aconteceu que percebi que gostar ou não gostar de alguma coisa não muda nada nem para mim e nem para a coisa...e andei me sentindo muito mal com essa guerra entre as pessoas por papel, papel é só papel, mesmo que verde ou azul, e não quero passar o resto da minha vida correndo atrás dele, pois assim não sobrará tempo para que eu continue fazendo minhas queridas coisas inúteis.
É claro que isso tudo tem a haver com o meu ingresso para o mercado de trabalho ( aquele hiper mercado que vc entra e escolhe o trabalho que quer e pode comprar, assim ele se torna seu pra sempre ou não, e voce vai usá-lo todos os dia das 6h às 18h. Certo? ERRADO!! No mercado vende pessoas, mais precisamente as mãos das pessoas, os cérebros das pessoas, as pernas, e todo o resto, e quando alguém entra no mercado e compra uma pessoa, compra também seu tempo, sua alegria, e sua alma, e estes passam a pertencer ao trabalho, e ele vai usá-la das 6h às 18h ou até mais durante todos os dias, vai gastar seu tempo, seu cérebro, sua juventude e sua força, vai gastar sua vida, aos poucos é claro, por dia, por hora, por minuto).
Que médiocre alguém se deixar comprar assim! Mas calma, é claro que as pessoas tem escolha, todo mundo é livre para fazer o que quiser não é??? As pessoas podem escolher comprar outras pessoas, várias delas, pagar bem barato por suas vidas, olha que legal! Desta forma todas as pessoas que alguém conseguir comprar na vida váo trocar as suas almas por um pouco de papel enquanto as que compram ganham muito papel às custas delas...eba, que legal vamos juntar papel!!!
Ah, já ia quase me esquecendo, tem gente nesse mundo que "escolhe" não se vender e muito menos comprar alguém ou o que quer que seja, pessoas muito diferentes dessas outras que falava acima, tão diferentes que nem podem ser consideradas como pessoas, afinal, elas não tem papel, não tem trabalho, não tem felicidade, e se vendem alguma coisa são seus votos por um saco de arroz para que não percam também a vida.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Minha Mania de Abandono
Já faz um bom tempo que não escrevo aqui, o inverno se foi e a primavera chegou estranhamente frutífera e chuvosa, eu me preocupo com as estações, elas estão malucas!!! Bom, todo mundo sabe disso não é mesmo? Mas ninguém parece se preocupar...
O horário de verão também já se faz presente no cotidiano das pessoas, e eu acho bom, posso ser a única, eu realmente não me importo, adoro horário de verão, não que eu goste de verão, nem de calor, isso já deixei claro no post abaixo que embora antigo ainda é bem a verdade.
Estranho como com o passar dos dias a gente vai se descobrindo, mais estranho ainda é quando as pessoas as sua volta mostram você de uma forma que você nunca viu...
Eu descobri, por exemplo, que gosto de calendários, uma amiga me deu um e disse que escollheu este presente porque sabe o apreço que tenho por calendários.
Como assim? Eu?
Sim, eu, percebi que tinha uns 4 só de 2009...
Descobri também que gosto do dia, justo eu, que sempre só gostei da noite, várias vezes me peguei pensando "seria melhor se fosse dia agora", também já me falaram isso, que eu sou uma pessoa do dia.
Porque será? Eu realmete não tenho como saber, afinal sempre achei que não gostasse oras!
Minhas palavras já estão confusas, e este post está tratando de vários assuntos e fugindo do meu controle, parece que abandonei a idéia inicial que era justamente falar de abandonar...(adoro esses três pontinhos, eles terminam bem qualquer frase na minha opinião, e ainda deixam um ar de continua).
Recentemente eu abandonei o meu trabalho, ja é o terceiro, e isso que o segundo emprego abandonei por almejar este último. Não vou me prender a explicar os motivos, eles não existem assim tão claros em minha cabeça a ponto de virar frase explicativa.
Desta vez apareci para dar um tchau para os colegas que lá fiz, e isso não foi difícil.
Certa vez eu entrei na natação, eu morria de medo daquilo tudo, nunca fazia os exercícios corretamente e nunca cheguei a evoluir para "a piscina média", a única vez em que, mesmo morrendo de medo, decidi entrar na tão assustadora, a professora fez todas as outras crianças cantarem parabéns para mim e me cumprimentar na saída pelo feito inesperado...nunca mais voltei, é claro!
Depois veio o basquete, não me lembro de nenhum fato marcante, só que uma vez peguei o ônibus errado de volta para a casa e me perdi...Mas isso não importa!
lembro que também saí como se nunca tivesse entrado...
A dança de salão era legal, eu realmete gostava, tango, gafieira, salsa, bolero.
Na minha primeira apresentação, depois de um mês de ensaio ou até mais, eu resolvi que não queria mais dançar e ponto. Não fui. Meu par daquela noite deve me odiar até hoje.
Depois dessas vezes tiveram outras inúmeras situações em que eu abandonava alguma coisa sem arrependimentos e sem dar a menor satisfação a qualquer parte envolvida.
Hoje eu intempreto isso como amor a liberdade, sempre me deixei ir, sem olhar para trás sem tentar achar porquês.
Tantas pessoas eu permiti que entrassem na minha vida, pessoas que mais tarde eu abandonei...
E agora eu abandono essa idéia sem concluí-la pois não sei como fazê-lo!
O horário de verão também já se faz presente no cotidiano das pessoas, e eu acho bom, posso ser a única, eu realmente não me importo, adoro horário de verão, não que eu goste de verão, nem de calor, isso já deixei claro no post abaixo que embora antigo ainda é bem a verdade.
Estranho como com o passar dos dias a gente vai se descobrindo, mais estranho ainda é quando as pessoas as sua volta mostram você de uma forma que você nunca viu...
Eu descobri, por exemplo, que gosto de calendários, uma amiga me deu um e disse que escollheu este presente porque sabe o apreço que tenho por calendários.
Como assim? Eu?
Sim, eu, percebi que tinha uns 4 só de 2009...
Descobri também que gosto do dia, justo eu, que sempre só gostei da noite, várias vezes me peguei pensando "seria melhor se fosse dia agora", também já me falaram isso, que eu sou uma pessoa do dia.
Porque será? Eu realmete não tenho como saber, afinal sempre achei que não gostasse oras!
Minhas palavras já estão confusas, e este post está tratando de vários assuntos e fugindo do meu controle, parece que abandonei a idéia inicial que era justamente falar de abandonar...(adoro esses três pontinhos, eles terminam bem qualquer frase na minha opinião, e ainda deixam um ar de continua).
Recentemente eu abandonei o meu trabalho, ja é o terceiro, e isso que o segundo emprego abandonei por almejar este último. Não vou me prender a explicar os motivos, eles não existem assim tão claros em minha cabeça a ponto de virar frase explicativa.
Desta vez apareci para dar um tchau para os colegas que lá fiz, e isso não foi difícil.
Certa vez eu entrei na natação, eu morria de medo daquilo tudo, nunca fazia os exercícios corretamente e nunca cheguei a evoluir para "a piscina média", a única vez em que, mesmo morrendo de medo, decidi entrar na tão assustadora, a professora fez todas as outras crianças cantarem parabéns para mim e me cumprimentar na saída pelo feito inesperado...nunca mais voltei, é claro!
Depois veio o basquete, não me lembro de nenhum fato marcante, só que uma vez peguei o ônibus errado de volta para a casa e me perdi...Mas isso não importa!
lembro que também saí como se nunca tivesse entrado...
A dança de salão era legal, eu realmete gostava, tango, gafieira, salsa, bolero.
Na minha primeira apresentação, depois de um mês de ensaio ou até mais, eu resolvi que não queria mais dançar e ponto. Não fui. Meu par daquela noite deve me odiar até hoje.
Depois dessas vezes tiveram outras inúmeras situações em que eu abandonava alguma coisa sem arrependimentos e sem dar a menor satisfação a qualquer parte envolvida.
Hoje eu intempreto isso como amor a liberdade, sempre me deixei ir, sem olhar para trás sem tentar achar porquês.
Tantas pessoas eu permiti que entrassem na minha vida, pessoas que mais tarde eu abandonei...
E agora eu abandono essa idéia sem concluí-la pois não sei como fazê-lo!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Inverno-ensolarado
O inverno chegou por aqui enfim...e me fez gostar do sol de novo, fico imaginando o quão impotente ele se sente agora, brilha e não esquenta nada nem ninguém, bem feito!Os dias estão bonitos e a noite chega antes das seis, o lago Igapó se continuar assim, logo será um lago de patinação (salvo meu exagero), que belo!
A grama esbranquiçada de cristais de orvalho deve estar com muito frio...
Narizes gelados, mãos geladas, corações aquecidos, é tempo de bebidas quente seja chocolate, capuccino ou conhaque, de comidas quentes, fondue, sopas e caldos, e abraços macios de moletom, como eu gosto do inverno!
Os ambientes modificados, poucas pessoas nas ruas, muitas pessoas no sofá da sala com cobertas, casais dormem abraçados por mais antigo que seja o relacionamento.
E só o cheiro do café já aquece, a fumaça do cigarro já aquece...
Banhos quentes e por vezes mais rápidos, rs,
lã, moletom, sobreposições, cachecol, luva e toca, as pessoas parecem mais gorduchas, tão cheias de roupas, e as bochechas avermelhadas de frio. Como eu gosto do inverno!
E quando vem a chuva, e os guarda-chuvas saem para passear, as cidades ficam belas, coloridas de cores fortes e cores frias, estampas de cores primarias, xadrez em meio tom, quanto frio sente o pobre guarda-chuva, só saí pra se molhar e sempre ficam pra fora dos lares quentes tomando vento gelado...úmidos...acho que eu gosto mais da chuva de inverno do que todos eles.
Gosto!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sobre o Blog e sobre 'muá':
Acabo de criar este espaço pra mim, sem o menor objetivo, sem interesses maiores, apenas sinto falta de um lugar em que eu possa conversar comigo, organizar pensamentos e jogar conversa fora.
Sempre fui de relatar meu dia-a-dia, enchi pilhas de agendas que eu só chamava assim por achar estranho ter diários, as vezes me acho velha pra isso, mas eu gosto de ler minhas próprias peripécias depois e perceber o quanto mudo, cresço, e sou feliz todos os dias.
Eu tento levar uma vida leve, longe de confusões, mas a euforia está o tempo todo do meu lado, as vezes me fazendo meter os pés pelas mãos.
Estou cada dia mais intolerante e gosto de menos pessoas, o tempo me fez perceber que quantidade sem qualidade sai caro e eu não posso mais pagar este preço.
Tenho sorte na vida, tenho amigos, família, um príncipe, faculdade e profissão,
tenho ambições, prazeres, felicidades e consciência.
Quando eu perdia meu eixo norteado ( aquela cordinha transparente que sai de cima das nossas cabeças e é guiada por nossas vontades, as mesmas que nos mostram qual caminho seguir) eu tinha vontade de sentar e esperar que ele voltasse, mas o mundo não me deixava ficar parada e quieta, então eu saia em busca do meu eixo, porque quando se está sem eixo, toda a sinalização desaparece e você se sente como a cabra cega do labirinto.
Teve uma vez que demorei a achar, mas essa foi a ultima vez até hoje...e uma coisa eu digo certa: tudo é mais leve quando se sabe bem o que se quer!
Hoje eu quero escrever!
Espero que conhecidos não tenham acesso a tantas palavras, seria repetitivo, seria chato...a transparência que há em mim faz com que os meus amigos me conheçam melhor do que eu, pois eles estão o tempo todo olhando pra mim e eu mesma raramente paro e faço isso.
Eu não costumo parar.
Sempre fui de relatar meu dia-a-dia, enchi pilhas de agendas que eu só chamava assim por achar estranho ter diários, as vezes me acho velha pra isso, mas eu gosto de ler minhas próprias peripécias depois e perceber o quanto mudo, cresço, e sou feliz todos os dias.
Eu tento levar uma vida leve, longe de confusões, mas a euforia está o tempo todo do meu lado, as vezes me fazendo meter os pés pelas mãos.
Estou cada dia mais intolerante e gosto de menos pessoas, o tempo me fez perceber que quantidade sem qualidade sai caro e eu não posso mais pagar este preço.
Tenho sorte na vida, tenho amigos, família, um príncipe, faculdade e profissão,
tenho ambições, prazeres, felicidades e consciência.
Quando eu perdia meu eixo norteado ( aquela cordinha transparente que sai de cima das nossas cabeças e é guiada por nossas vontades, as mesmas que nos mostram qual caminho seguir) eu tinha vontade de sentar e esperar que ele voltasse, mas o mundo não me deixava ficar parada e quieta, então eu saia em busca do meu eixo, porque quando se está sem eixo, toda a sinalização desaparece e você se sente como a cabra cega do labirinto.
Teve uma vez que demorei a achar, mas essa foi a ultima vez até hoje...e uma coisa eu digo certa: tudo é mais leve quando se sabe bem o que se quer!
Hoje eu quero escrever!
Espero que conhecidos não tenham acesso a tantas palavras, seria repetitivo, seria chato...a transparência que há em mim faz com que os meus amigos me conheçam melhor do que eu, pois eles estão o tempo todo olhando pra mim e eu mesma raramente paro e faço isso.
Eu não costumo parar.
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