quinta-feira, 4 de junho de 2009

Inverno-ensolarado

O inverno chegou por aqui enfim...e me fez gostar do sol de novo, fico imaginando o quão impotente ele se sente agora, brilha e não esquenta nada nem ninguém, bem feito!
Os dias estão bonitos e a noite chega antes das seis, o lago Igapó se continuar assim, logo será um lago de patinação (salvo meu exagero), que belo!
A grama esbranquiçada de cristais de orvalho deve estar com muito frio...
Narizes gelados, mãos geladas, corações aquecidos, é tempo de bebidas quente seja chocolate, capuccino ou conhaque, de comidas quentes, fondue, sopas e caldos, e abraços macios de moletom, como eu gosto do inverno!
Os ambientes modificados, poucas pessoas nas ruas, muitas pessoas no sofá da sala com cobertas, casais dormem abraçados por mais antigo que seja o relacionamento.
E só o cheiro do café já aquece, a fumaça do cigarro já aquece...
Banhos quentes e por vezes mais rápidos, rs,
lã, moletom, sobreposições, cachecol, luva e toca, as pessoas parecem mais gorduchas, tão cheias de roupas, e as bochechas avermelhadas de frio. Como eu gosto do inverno!
E quando vem a chuva, e os guarda-chuvas saem para passear, as cidades ficam belas, coloridas de cores fortes e cores frias, estampas de cores primarias, xadrez em meio tom, quanto frio sente o pobre guarda-chuva, só saí pra se molhar e sempre ficam pra fora dos lares quentes tomando vento gelado...úmidos...acho que eu gosto mais da chuva de inverno do que todos eles.
Gosto!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sobre o Blog e sobre 'muá':

Acabo de criar este espaço pra mim, sem o menor objetivo, sem interesses maiores, apenas sinto falta de um lugar em que eu possa conversar comigo, organizar pensamentos e jogar conversa fora.
Sempre fui de relatar meu dia-a-dia, enchi pilhas de agendas que eu só chamava assim por achar estranho ter diários, as vezes me acho velha pra isso, mas eu gosto de ler minhas próprias peripécias depois e perceber o quanto mudo, cresço, e sou feliz todos os dias.

Eu tento levar uma vida leve, longe de confusões, mas a euforia está o tempo todo do meu lado, as vezes me fazendo meter os pés pelas mãos.
Estou cada dia mais intolerante e gosto de menos pessoas, o tempo me fez perceber que quantidade sem qualidade sai caro e eu não posso mais pagar este preço.

Tenho sorte na vida, tenho amigos, família, um príncipe, faculdade e profissão,
tenho ambições, prazeres, felicidades e consciência.

Quando eu perdia meu eixo norteado ( aquela cordinha transparente que sai de cima das nossas cabeças e é guiada por nossas vontades, as mesmas que nos mostram qual caminho seguir) eu tinha vontade de sentar e esperar que ele voltasse, mas o mundo não me deixava ficar parada e quieta, então eu saia em busca do meu eixo, porque quando se está sem eixo, toda a sinalização desaparece e você se sente como a cabra cega do labirinto.
Teve uma vez que demorei a achar, mas essa foi a ultima vez até hoje...e uma coisa eu digo certa: tudo é mais leve quando se sabe bem o que se quer!

Hoje eu quero escrever!

Espero que conhecidos não tenham acesso a tantas palavras, seria repetitivo, seria chato...a transparência que há em mim faz com que os meus amigos me conheçam melhor do que eu, pois eles estão o tempo todo olhando pra mim e eu mesma raramente paro e faço isso.

Eu não costumo parar.